ANJOS × ESPÍRITO SANTOUMA INVESTIGAÇÃO BÍBLICA
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CAPÍTULO 4

Anjos e seres celestiais: não são necessariamente a mesma coisa

BRUNO AUGUSTO BRANDI

CAPÍTULO 4

Anjos, querubins, serafins e a linguagem do mundo celestial

Depois de investigar a palavra mal’akh e perceber que ela significa, em sua essência, “mensageiro” ou “enviado”, precisei enfrentar outro problema.

Eu havia usado a palavra “anjo” durante toda a minha vida como se ela descrevesse uma categoria perfeitamente uniforme.

Mas será que descreve?

Quando começo a percorrer as Escrituras, encontro palavras diferentes:

anjos;arcanjo;querubins;serafins;hostes celestiais;filhos de Deus;santos;espíritos ministradores.

Seriam todos a mesma coisa?

Ou estamos diante de diferentes categorias de seres celestiais?

Essa pergunta é importante porque, ao longo dos séculos, a tradição cristã construiu sistemas bastante elaborados de hierarquia angelical. Algumas classificações tornaram-se tão populares que acabamos tratando determinadas listas como se estivessem explicitamente presentes na Bíblia.

Mas preciso separar novamente o texto da tradição.

A Bíblia apresenta diferentes seres e diferentes expressões.

Ela não entrega, em um único capítulo, um organograma completo do céu.

Portanto, antes de construir uma hierarquia, preciso observar o que cada termo realmente significa.

Anjos: mensageiros e ministros

Já descobri que mal’akh significa mensageiro.

No Novo Testamento, a palavra grega ἄγγελος — ángelos também está ligada à ideia de mensageiro.

Mas o Novo Testamento acrescenta uma descrição extremamente importante.

Hebreus 1:14 pergunta, em forma retórica:

“Não são todos eles espíritos ministradores...?”

A palavra utilizada ali é λειτουργικὰ πνεύματα — leitourgika pneumata, “espíritos ministradores”.

Eles são descritos como aqueles que são enviados para servir.

Isso reforça algo que já apareceu na nossa investigação.

Os anjos não aparecem como divindades.

Não aparecem como poderes independentes.

Não aparecem como autoridades espirituais autônomas.

Eles aparecem como seres que servem dentro da vontade de Deus.

Essa posição será fundamental quando compararmos os anjos com Cristo.

Porque o autor de Hebreus não começa sua discussão dizendo que o Filho é apenas mais poderoso do que os anjos.

Ele estabelece uma diferença de natureza, posição e autoridade.

Mas chegaremos a isso no momento certo.

Primeiro preciso conhecer melhor os outros seres.

Querubins

Quando ouço a palavra “querubim”, minha primeira imagem provavelmente é a de um pequeno bebê alado.

Essa imagem, porém, não vem do texto bíblico.

É resultado de tradições artísticas posteriores.

Na Bíblia, os querubins — כְּרוּבִים (keruvim) são apresentados de maneira muito diferente.

Eles aparecem associados à presença, santidade e majestade de Deus.

Em Gênesis 3:24, depois da expulsão do ser humano do jardim, querubins são colocados a leste do Éden, juntamente com uma espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da vida.

A função aqui é impressionante.

Eles estão relacionados à guarda de um espaço associado à presença divina.

Mais tarde, no tabernáculo, imagens de querubins são colocadas sobre a arca da aliança.

Em Êxodo 25, Deus ordena que sejam feitos querubins de ouro sobre o propiciatório.

Isso não significa que os israelitas estivessem construindo “estátuas de anjos” para adoração.

Os querubins fazem parte da simbologia do espaço sagrado.

Eles aparecem associados ao lugar da presença de Deus.

Em 1 Reis 6, querubins também aparecem na decoração do templo de Salomão.

E no livro de Ezequiel encontramos talvez a descrição mais impressionante.

O profeta vê seres extraordinários associados à presença divina.

Mais adiante, Ezequiel identifica esses seres como querubins.

Eles possuem múltiplas faces, asas e características que estão muito distantes daquela imagem popular do pequeno anjo infantil.

Isso me ensina uma coisa importante:

não devo importar para a Bíblia a aparência que a cultura popular criou.

Os querubins bíblicos não são os “anjinhos” das pinturas.

São figuras associadas à majestade, santidade e presença divina.

Serafins

Se os querubins já desafiam minha imaginação, os serafins tornam isso ainda mais evidente.

O termo hebraico שְׂרָפִים — serafim está relacionado à raiz que carrega a ideia de “arder” ou “queimar”.

Eles aparecem de maneira explícita em Isaías 6.

Isaías vê o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono.

Ao redor dele estão os serafins.

Cada um possui seis asas.

Com duas cobrem o rosto.

Com duas cobrem os pés.

E com duas voam.

Então proclamam:

“Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos.”

Esse detalhe é extraordinário.

A primeira função dos serafins apresentada nesse texto não é entregar uma mensagem a um ser humano.

Eles estão diante da santidade divina.

Sua atividade está relacionada à adoração e à proclamação da santidade de Deus.

Isso já começa a mostrar que não podemos reduzir todos os seres celestiais à função de “mensageiros”.

Existem diferentes descrições e funções.

E isso precisa ser respeitado.

Então querubins e serafins são anjos?

Aqui preciso ser cuidadoso.

Na linguagem cristã popular, frequentemente colocamos querubins e serafins dentro da categoria geral de “anjos”.

Isso pode ser útil como uma classificação ampla de seres celestiais.

Mas precisamos evitar afirmar mais do que o texto permite.

A Bíblia não nos fornece uma tabela dizendo:

“Classe 1: serafins.”

“Classe 2: querubins.”

“Classe 3: anjos.”

“Classe 4: arcanjos.”

Essa estrutura organizada pertence muito mais ao desenvolvimento posterior da angelologia do que a uma apresentação sistemática encontrada em um único texto bíblico.

Existem diferenças claras entre os seres descritos.

Mas a Bíblia não nos entrega todas as respostas sobre como essas categorias se relacionam.

Portanto, prefiro trabalhar com uma distinção mais segura:

há diferentes seres celestiais descritos nas Escrituras, com diferentes funções e características.

A maneira exata como eles se relacionam entre si precisa ser investigada.

Hostes celestiais

Outra expressão importante é “exército” ou “hoste celestial”.

A Bíblia utiliza linguagem militar para falar do mundo celestial.

O “SENHOR dos Exércitos” é uma das designações mais conhecidas de Deus no Antigo Testamento.

Isso não significa necessariamente que todos os seres celestiais sejam soldados no sentido humano.

A linguagem comunica autoridade, organização e poder.

O céu não é apresentado como um universo espiritual caótico.

Existe ordem.

Existe governo.

Existe autoridade.

E essa percepção será muito importante para nossa investigação.

Porque se existe uma estrutura de autoridade, precisamos descobrir:

onde os anjos estão dentro dessa estrutura?

“Filhos de Deus”

Encontramos ainda uma expressão que merece atenção especial:

“filhos de Deus” — bene elohim.

Ela aparece em textos como Jó 1 e Jó 2, onde seres celestiais aparecem diante de Deus.

O texto descreve uma espécie de assembleia celestial.

Não devemos simplesmente assumir que “filhos de Deus” significa exatamente “anjos” em todos os contextos.

Mas claramente estamos diante de uma linguagem relacionada ao mundo celestial.

O Antigo Testamento utiliza diferentes expressões para descrever realidades espirituais que não podem ser reduzidas simplesmente à palavra “anjo”.

Isso mostra que o mundo celestial da Bíblia é mais rico do que a imagem popular de um grande grupo de seres alados idênticos.

Existe uma hierarquia?

Agora chegamos a uma das perguntas que mais despertam curiosidade.

Existe uma hierarquia dos anjos?

Quem é superior a quem?

Os querubins são superiores aos serafins?

Os serafins são superiores aos anjos?

Onde entra um arcanjo?

E onde entra Miguel?

A resposta precisa ser tratada com cuidado.

A Bíblia apresenta diferenças de função e autoridade entre seres celestiais.

Também apresenta Miguel como “arcanjo” em Judas 9.

Mas isso não significa que possamos simplesmente importar todas as hierarquias encontradas em tradições posteriores e apresentá-las como doutrina bíblica.

Uma das classificações mais famosas — a divisão em nove coros angelicais, por exemplo — tornou-se conhecida na tradição cristã através de desenvolvimentos posteriores, especialmente associados ao chamado Pseudo-Dionísio Areopagita, séculos depois do período bíblico.

Isso pode ser estudado.

Mas não deve ser confundido com uma lista apresentada pela Bíblia.

Essa distinção será recorrente neste livro.

O problema da palavra “anjo”

Agora percebo por que nosso primeiro capítulo precisava começar pela linguística.

Quando digo:

“Os anjos fazem isso.”

preciso perguntar:

quais seres estou chamando de anjos?

Um mensageiro celestial?

Um querubim?

Um serafim?

Um arcanjo?

Um dos seres descritos em Ezequiel?

Um dos “filhos de Deus” encontrados em Jó?

Ou simplesmente estou utilizando “anjo” como um termo geral para seres celestiais?

Se não fizer essa distinção, posso criar confusão justamente no livro que pretende esclarecer a angelologia.

E isso nos leva ao centro da nossa investigação

Até aqui, descobri que o mundo celestial bíblico é muito mais complexo do que a imagem popular.

Existem mensageiros.

Existem querubins.

Existem serafins.

Existem referências a hostes celestiais.

Existem seres apresentados em assembleias celestiais.

Existe pelo menos um personagem chamado explicitamente de arcanjo.

E existem descrições extraordinárias que não podem ser simplesmente reduzidas à figura de um “anjo com asas”.

Mas existe algo ainda mais importante.

Nenhuma dessas categorias deve ser colocada automaticamente no mesmo nível de Deus.

O mundo celestial da Bíblia continua sendo um mundo subordinado ao governo de Deus.

Isso será decisivo.

Porque a pergunta que me trouxe até aqui não é simplesmente:

“Quais seres existem no céu?”

Minha pergunta é:

“O que cada um deles faz?”

E, principalmente:

“Quais funções pertencem exclusivamente a Deus, a Cristo e ao Espírito Santo?”

Se eu não fizer essa separação, posso acabar atribuindo aos anjos funções que o próprio Novo Testamento reserva ao Espírito Santo.

E é exatamente isso que pretendo investigar.

Por isso, o próximo passo será inevitável.

Precisamos falar sobre nomes.

Porque se existe alguém que ocupa um lugar especial na narrativa bíblica dos mensageiros celestiais, esse alguém é Gabriel.

Mas antes de perguntar quem é Gabriel, preciso fazer outra pergunta:

Gabriel é realmente chamado de “arcanjo” pela Bíblia?

A resposta pode surpreender muita gente.

E será nossa próxima investigação.

CAPÍTULO 4

Anjos e seres celestiais: não são necessariamente a mesma coisa

Depois de investigar mal’akh e perceber que a palavra significa “mensageiro” ou “enviado”, percebi que precisava corrigir uma associação que fazemos quase automaticamente:

“anjo” não deve ser usado como sinônimo de todo e qualquer ser celestial.

Essa distinção é fundamental para este livro.

Quando digo “ser celestial”, estou utilizando uma expressão mais ampla para me referir às diferentes figuras espirituais que os textos bíblicos apresentam como pertencentes à realidade celestial ou à corte divina.

Quando digo “anjo”, preciso ser mais específico.

No vocabulário bíblico, mal’akh no hebraico e ángelos no grego estão ligados fundamentalmente à ideia de mensageiro ou enviado.

Portanto, existe uma diferença entre:

natureza ou pertencimento celestial

e

função de mensageiro.

Essa diferença parece pequena, mas muda completamente a nossa investigação.

Ser celestial é uma categoria mais ampla

Ao percorrer as Escrituras, encontro diferentes seres ou figuras associados ao mundo celestial.

Encontramos, por exemplo:

querubins;

serafins;

“filhos de Deus”;

hostes celestiais;

seres celestiais apresentados em assembleias diante de Deus;

anjos;

e, no Novo Testamento, a referência específica a um arcanjo.

Essas expressões não devem ser automaticamente transformadas em sinônimos.

Um querubim é chamado de querubim.

Um serafim é chamado de serafim.

Miguel é chamado de arcanjo.

E um mensageiro celestial pode ser chamado de mal’akh ou ángelos.

Portanto, quando encontro a palavra “ser celestial”, não estou necessariamente falando de um “anjo” no sentido estrito de mensageiro.

Estou utilizando uma expressão mais abrangente.

O que torna um anjo um anjo?

Aqui está uma das distinções mais importantes deste estudo.

A palavra anjo está relacionada principalmente à função de ser enviado como mensageiro.

Isso significa que o conceito de anjo está fortemente ligado à missão.

Não estou dizendo que um ser celestial deixa de existir como ser celestial quando não está entregando uma mensagem.

Estou dizendo que a terminologia bíblica precisa ser respeitada.

Mal’akh significa “mensageiro”.

Ángelos significa “mensageiro”.

Portanto, quando esses termos são aplicados a seres celestiais, a ideia de envio continua sendo importante.

O anjo não é apresentado simplesmente como “um habitante do céu”.

Ele é apresentado como alguém que pode ser enviado.

Essa diferença será decisiva quando começarmos a estudar comunicação, revelação e autoridade.

Um exemplo simples

Posso imaginar uma grande organização.

Dentro dela existem engenheiros, médicos, administradores, seguranças e mensageiros.

Todos pertencem à mesma organização.

Mas isso não significa que todos tenham a mesma função.

Da mesma maneira, dizer que diferentes seres pertencem à realidade celestial não significa que todos sejam “anjos” ou desempenhem a mesma função.

Essa analogia tem seus limites, mas ajuda a visualizar a distinção.

“Ser celestial” responde à pergunta: de que realidade esse ser faz parte?
“Anjo” responde, em determinados contextos, à pergunta: qual é a função de mensageiro ou enviado que esse ser exerce?

Não quero transformar isso em uma classificação absoluta que a Bíblia não fornece.

Quero apenas evitar uma confusão terminológica.

Querubins não devem ser simplesmente transformados em “anjos com asas”

Os querubins são um excelente exemplo.

Em Gênesis 3, eles aparecem guardando o caminho da árvore da vida.

No tabernáculo, aparecem representados sobre o propiciatório.

No templo, aparecem associados ao espaço sagrado.

Em Ezequiel, aparecem em uma visão extraordinária relacionada à glória de Deus.

Nada disso exige que eu os imagine simplesmente como “anjos mensageiros”.

Sua função narrativa é diferente.

Eles estão profundamente associados à presença, santidade e majestade divina.

Por isso, embora possam ser incluídos de maneira ampla naquilo que chamamos de “mundo celestial”, não devo simplesmente afirmar:

“Querubins são anjos.”

O mais seguro é dizer:

“Querubins são seres celestiais distintos apresentados nas Escrituras com características e funções próprias.”

Essa formulação respeita melhor o texto.

E os serafins?

Os serafins tornam a distinção ainda mais evidente.

Em Isaías 6, eles aparecem ao redor do trono divino proclamando:

“Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos.”

O texto não os apresenta naquele momento como mensageiros enviados a um ser humano.

Sua função na visão está relacionada à presença diante de Deus, à proclamação de sua santidade e ao serviço no cenário celestial.

Portanto, novamente, não devo simplesmente pegar a palavra moderna “anjo” e colocá-la sobre eles sem observar a linguagem do próprio texto.

Eles são seres celestiais.

Mas a Bíblia os chama especificamente de serafins.

E os “filhos de Deus”?

Em textos como Jó 1 e 2, encontramos a expressão “filhos de Deus”, em hebraico bene elohim.

Eles aparecem em uma cena celestial diante de Deus.

Novamente, seria precipitado simplesmente substituir a expressão por “anjos” sem explicar a diferença terminológica.

Existem relações conceituais entre essas categorias na literatura bíblica e judaica, e essas relações precisam ser estudadas.

Mas relação não significa identidade absoluta.

Por isso, prefiro preservar as palavras do texto antes de tentar organizá-las em uma classificação posterior.

Então existe uma hierarquia celestial?

Talvez existam diferentes níveis de autoridade, função ou proximidade na realidade celestial apresentada pelas Escrituras.

Existem indícios que precisam ser investigados.

Miguel, por exemplo, é chamado de “arcanjo” em Judas 9.

Isso certamente merece atenção.

Mas não significa que eu possa simplesmente construir uma pirâmide dizendo:

“Serafins acima de querubins, querubins acima de arcanjos, arcanjos acima de anjos.”

A Bíblia não apresenta essa tabela de maneira explícita.

Grande parte das hierarquias angelicais que encontramos na tradição cristã foi desenvolvida posteriormente.

Elas podem ser historicamente interessantes e teologicamente importantes para determinados sistemas, mas não devem ser apresentadas como se fossem uma lista fornecida diretamente pela Bíblia.

Esse cuidado será importante durante todo o livro.

Uma distinção que precisamos guardar

Depois dessa investigação, posso estabelecer uma distinção provisória:

Seres celestiais é uma expressão ampla para o conjunto de seres espirituais associados à realidade celestial apresentada nos textos bíblicos.

Anjos, em sentido específico, são seres ou mensageiros celestiais apresentados dentro da linguagem de envio e serviço, especialmente quando os termos mal’akh e ángelos são utilizados nesse sentido.

Querubins são seres celestiais apresentados com funções próprias, especialmente associadas à presença, santidade e glória divina.

Serafins são seres celestiais apresentados explicitamente em Isaías 6, associados à adoração e proclamação da santidade de Deus.

Arcanjo é um título específico encontrado no Novo Testamento, aplicado explicitamente a Miguel.

E ainda existem outras expressões e descrições que precisam ser examinadas individualmente.

Essa distinção não pretende resolver toda a angelologia.

Ela pretende impedir que eu comece a investigação confundindo categorias diferentes.

E isso é importante para a pergunta central deste livro

Agora percebo por que essa diferenciação era necessária.

Se eu disser simplesmente:

“Os seres celestiais fazem isso...”

estarei falando de uma categoria muito ampla.

Se disser:

“Os anjos fazem isso...”

preciso perguntar qual texto está usando essa linguagem e qual função está sendo atribuída a eles.

E se alguém disser:

“O anjo me revelou...”

preciso perguntar:

Que tipo de ser?

Ele realmente foi identificado como anjo?

A mensagem foi uma revelação?

Ele estava apenas executando uma ordem?

Qual era a origem da autoridade?

E, principalmente:

essa função aparece no Novo Testamento como uma função própria do Espírito Santo?

É aqui que nossa investigação começa a se aproximar da pergunta que deu origem a este livro.

Não basta saber que existem seres celestiais.

Não basta saber que existem anjos.

Preciso descobrir o que cada um faz.

Porque talvez o maior erro não esteja em acreditar na existência dos anjos.

Talvez esteja em atribuir a eles funções que pertencem a outra pessoa da Trindade.

E essa é uma pergunta que ainda está aberta.

A partir daqui, começarei a investigar os nomes e títulos atribuídos aos seres celestiais.

E o primeiro nome que merece nossa atenção é aquele que aparece diretamente ligado a importantes revelações bíblicas:

Gabriel.